terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Jesus!

Salut!
Fizemos a ceia do último Natal em casa, onde recebemos parentes e amigos, e ela foi indescritivelmente inesquecível. Em grande parte porque esqueci da minha irritabilidade gástrica sempre provocada por prossecos; em outra parte devido ao exagero puro e simples mesmo (embora eu ainda alegue que a causadora da minha "indisposição" foi a salsinha do risoto piemontês - delicioso - que a patroa elaborou).
O Dia de Natal não foi muito propício ao consumo etílico, aliás, ao consumo de qualquer gênero alimentício, bem como à aproximação de qualquer garrafa que não de água mineral. Como em seguida eu fui para a praia para o gozo de merecidas férias, retornando no dia 8, só então pude contabilizar as rolhas espocadas na ceia.
Consumimos naquela ocasião algumas garrafas de espumante, entre elas: o prossecco Bisol "Crede" - o danado - que agrada bastante quem gosta deste tipo de vinho, bem seco, ácido e um toquezinho que lembra até um pouco de maresia; Casa Valduga Premium Moscatel, docinho, nunca pode faltar em festa por causa da mulherada... este é bem fino, espuma densa, perlage fininho, é bom mesmo, não é enjoativo; na linha do docinho também foi um Malvasia Cavicchiolli, aromático mas bem mais grosseiro; para encerrar os brindes, Veuve Clicquot carte jaune (champagne sempre champagne) e a atração principal da noite foi um crémant de bourgogne que trouxemos de Savigny-lés-Beaune, da Parigot, um rosé obtido de maceração parcial de pinot noir (não é blend, como os champagnes rosés), fabricado pelo método champenoise, "enriquecido" com lamininhas de ouro, em garrafa cristal com rótulo metálico dourado, um luxo só! E não é só pirotecnia, não; o vinho é muito bom, um rosé robusto, frutado e com aquele arominha de levedura, que aguentaria até harmonizar com os tradicionais pratos da ceia natalina numa boa.
O crémant da Parigot esperando pra ir pra taça

Bom, mas como os espumantes ficaram nos aperitivos e no brinde, para acompanhar o jantar foi uma magnun de borgonha genérico do Jadot, que vai bem com tudo, e um bordeaux branco Château Bel Air, sauvignon blanc que refresca mas tem corpo para aguentar a refeição.
E no dia seguinte, seguindo prescrição da farmacêutica de plantão (minha irmã), uma ampola de xantinon aparou qualquer aresta... também recomendo!
Santé! Et au revoir!

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