domingo, 20 de maio de 2012

Ossobuco com risoto

Salut, mes amis!
Hoje eu acordei mais italiano que Bezenga somado com Berdinazzi, e resolvi preparar um ossobuco com risoto alla milanese (aqui em casa todo mundo adora risoto e, como esse é o favorito da patroa, a gente tem que agradar, não é mesmo? Eu queria fazer polenta, mas ela não gosta...).
Enfim, achei na internet uma receita super-fácil, passei no açougue do meu amigo Ivan para pegar a carne, voltei para casa e logo comecei a preparar o mis en place
O lance é o seguinte: para um quilo e meio de ossobuco (6 medalhas médias), vão 2 cebolas médias, 4 tomates, 4 dentes de alho e 1 cenoura, tudo cortado em cubos, além de 1 lata (300g) de molho de tomate pronto, sal e pimenta a gosto, tomilho, louro, sálvia... o que preferir (eu só coloquei 3 folhinhas de louro). Temperei o ossobuco com sal e pimenta do reino, passei na farinha de trigo e dei uma selada rápida no azeite; depois, coloquei 1/2 xícara de azeite numa panela de pressão, coloquei diretamente as medalhas de ossobuco e por cima a cebola, cenoura, alho, tomate (temperando com sal) e o molho de tomate com as folhas de louro; tampei a panela, coloquei no fogo alto até a começar a ferver; depois que começou a solttar a pressão, abaixei o fogo e deixei por 50 minutos - pronto! Para quem não gosta de molho "pedaçudo", pode tirar a carne, bater com um mixer e voltar ao fogo para apurar mais um pouquinho.
Deu nisso aí:


E para acompanhar, escolhi um Antinori Tenuta Guado il Tasso "Il Bruciato" '06, um segundo vinho desta famosa propriedade de Antinori, em Bolgheri. Um vinho de corte "quase" bordalês - 60% cabernet sauvignon, 30% merlot e 10% petit verdot, cabernet franc e um pouco de syrah misturadas; vinificado e maturado por oito meses em carvalho.


Um vinho de uma cor muito profunda, com halo aquoso e lágrimas abundantes, aromas ainda muito frutados de ameixa e groselha, pimenta e um fundinho terroso, com uma boa acidez e taninos bem presentes; a madeira não é excessivamente presente. Um vinho muito bom, eu só diria que a persistência não é equivalente à qualidade olfativa que ele apresenta. Talvez ainda fique melhor com mais algum tempo de garrafa. Mas harmonizou muito bem com o prato, por causa do bom contraponto acidez-tanino à gordura da carne e textura do risoto. Recomendado!
Agora cá estou, escrevendo este post e roendo um cantuccini com um espressinho para finalizar esse almocinho italiano...
Santé, mes amis!
Au revoir!


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