domingo, 30 de setembro de 2012

Nos vinhos, a beleza também está na simplicidade

Salut mes amis!
Também respondo à clássica questão "o que é um bom vinho?" com a resposta de que depende do momento e da companhia quando ele é bebido.
Minha mais nova constatação aconteceu hoje, com um Côtes du Rhône 2002 simplezinho que achei esquecido em uma caixa de papelão no meu depósito, junto com outras garrafas não mais famosas nem menos idosas do que esta.
Desde que meu menino nasceu minha casa tornou-se o ponto de encontro de parentes e amigos, então sempre temos muitos acepipes por aqui para receber as visitas ao bebê. Daí minha escolha por esse vinho: hoje tínhamos pães, queijos, patês, frutas secas, embutidos e geléias e achei que um Rhône combinaria com tudo, embora estivesse apreensivo pela idade do vinho, a fruta já deveria ter ido embora... Mas vá lá, eu não queria nada pretensioso mesmo.
Mas a certeza veio logo na abertura da garrafa: ao cheirar a rolha já fui teletransportado ao Sul da França pelos aromas de especiarias que o vinho exalava. Lembrei dos campos de girassol, dos vinhedos e das feiras em que ervas e outros produtos da terra são vendidos em bancas na rua. Na taça uma cor rubi profunda com um belo halo bem acastanhado confirmava a idade. Na boca, o vinho redondo, macio, agradou até quem não costuma beber por achar que eu só abro vinhos "secos demais". A garrafa secou quase que instantaneamente em meio à boa conversa e aos trabalhos de mastigação. Um momento agradável em família, com um papo descontraído e uma comidinha gostosa fizeram o vinho crescer demais.
Para mim, foi uma bela surpresa que só fez confirmar a máxima da resposta à clássica pergunta. 
À votre santé! À bientôt!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Já que você suportou ler até aqui, por favor deixe sua impressão, comentário, sugestão, palpite, imprecação...