domingo, 11 de novembro de 2012

Com este calor, nada como um sauvignon...

Salut mes amis!
E fechamos hoje com chave de ouro a semana do sauvignon blanc! Digo isso porque aproveitei o calorão desta semana aqui em SP para experimentar três sauvignons que tinha aqui na minha adega.
O primeiro foi um chileno, o Ventisquero Yelcho '11 que o simpático Celso do Empório D'Vino aqui de Santo André me indicou. Nada pretensioso, depois de gelado cumpriu bem o papel de refrescar o calor e foi sorvido com sofreguidão. Aromas cítricos e vegetais - "grama cortada" - muito leve e fresco, como era de se esperar de uma linha básica de um bom produtor.
O próximo sauvignon ansiado por um longo dia e saboreado com prazer à noitinha foi um Cheverny Les Vieux Clos '10 do Domaine du Salvard, irmãos Dellaile, do Loire, pertinho de Blois, cidadezinha do famoso castelo. Na verdade este vinho é um corte de 85% sauvignon e 15% chardonnay. De uma bela e delicada cor amarela clara com reflexos verdeais muito límpida e brilhante. Com aromas florais e cítricos, de maçã verde. Na boca é muito delicado, leve, com uma acidez muito apetitosa; abriu também aromas de maracujá, vegetais - "grama cortada" - e "xixi de gato", que os anglófonos tem o bom costume de chamar de "cat box". Tudo conforme o esperado, com boa complexidade. Final médio, muito refrescante. Acompanhou muito bem uma quiche de queijo. Ótima pedida em sauvignon. Este me foi indicado pela somellière do La Régalade, enquanto fazíamos o curso da Wine & Spirits. Me lembro de ter tomado outros bons sauvignons com este nível de complexidade provenientes de Sancerre (Raimbault, Saget, Jolivet) e  e Marlborough (Vicar's Choice é um que me lembro bem).
O último sauvignon da semana foi um Arrogant Frog '10 de Jean Claude Mas, um IGP Pays d'Oc produzido em Pézenas com uvas provenientes do vale do Aude, um lugar a principio muito quente para a sauvignon (opa! novidade!). Produzido pelo domaine Paul Mas, com a "pretensão" de não ser um vinho sério, tanto que seus produtores o recomendam em seu blog como parte do kit de sobrevivência do francês no deserto de Mojave (!?). Um vinho amarelo com reflexos esverdeados, aromas cítricos, de lima, maçã e minerais. Na boca confirma a maçã, goiaba branca... Não é tão frutado quanto os sauvignons de clima mais frio, mas tem um pouco mais de corpo, é mais "gordo". A acidez é muito bem equilibrada com os 12,5% de álcool e a fruité. Este aqui acompanhou com muita propriedade um risoto margherita (e que risoto!) que a patroa fez, assim como meu saint peter à belle munière. Talvez até fosse mais adequado um vinho mais encorpado para acompanhar esta comida, mas como este sauvignon possui até umas características de chardonnay de clima quente... Caiu muito bem, talvez pela boa acidez que enfrentou o arroz cremoso e o peixe com molho oleoso... Mais um bom vinho do SudOuest de France pra anotar no caderninho.
O risoto da patroa, meu peixe e o vinho do sapo
Bem, resumindo, por grau de complexidade e tipicidade, aquele que eu mais gostei foi o Cheverny, em seguida o Arrogant e por último este Ventisquero - nada contra sauvignons chilenos, muito pelo contrário! Já provei alguns fantásticos, como os Amayna e o Casa Marin. Mas aí já é outra história... Mas também pode-se dizer que todos estes três aí de cima tem boa relação preço/qualidade, posto que o Yelcho custa praticamente a metade do Arrogant Frog, que por sua vez é mais barato que o Les Vieux Clos.
Trinquons, mes amis! Santé! 
À bientôt!

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