terça-feira, 29 de maio de 2012

VCT

Salut, mes amis!
Sinceramente, me respondam:
Quem aí já bebeu um vinho ruim da Concha y Toro levante a mão!
Digo isso porque sempre ouço por aí estereótipos do tipo: "olha aquele ali - até ontem só bebia guaraná, só porque agora toma uns Concha y Toro já se acha um enófilo!" - isso quando se referem a um iniciante no mundo de Baco, como eu, que sempre tomo destes chileninhos e até hoje nunca me decepcionei.
Desde os baratinhos - Travessia, Trio - passando pelos Casillero del Diablo, Gran Reserva, Marques de Casa Concha (ainda não cheguei no Dom Melchor - 300 e tantas pilas eu guardo para outra coisa e ainda não tive oportunidade de ir para o Chile para tomar por menos...) todos estes atingem perfeitamente seu target. São vinhos muito bem-feitos e que, ao seu modo (falando em escala industrial), exprimem muito bem o "terroir" chileno (com perdão à má palavra - no caso - "terroir", devido ao tamanho e abrangência da produção desta vinícola, acho que não encaixa muito bem, mas vá lá...).
Digo isso depois de ter tomado um Travessia moscatel-semillon realmente surpreendente, que sinceramente eu devo ter comprado pelo preço para usar na cozinha e que acabei tomando hoje com um tagliarini com camarões e saint-jacques que preparei para o jantar. Um vinho de uns 15 contos que tem uma corzinha amarela linda (vinho branco pra mim tem que ser colorido - me desculpem os sauvignon blanc e albariño quase transaparentes...), exala uns aromas deliciosos de fruta e exprime o que de bom tem as duas castas em questão - o frutado da moscatel (que alguns dizem que é a única uva que gera vinho com gosto de uva) e a "estrutura" e aroma cítrico proporcionados pela sémillon. Nada muito profundo, nem complexo, mas condição suficiente e necessária para uma terça-feira à noite! Eficiente e eficaz! Assim como o é um Casillero del Diablo cabernet sauvignon acompanhando uma trivial carne grelhada ou um Marques de Casa Concha numa noite fria na Serra da Mantiqueira.
No fundo, concordo com aqueles que preferem um vinho do Velho Mundo, com mais "elegância", menos frutado, com mais acidez, talvez um pouco menos de álcool... mas enquanto a gente não tem dinheiro para tomar o "certo" todo dia, vamos mesmo nos divertindo com os "errados"... que, aliás, estão muito corretos!

Vinicola Concha y Toro - com o capeta no couro - e nem Don Melchor o segura!
Bem porque de estereótipos os chilenos já estão cheios!
http://youtu.be/kzF-kokLLzE
Santé, mes amis! Au revoir!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ah, vita mia!


Salut, mes amis!
Uns dizem que o mundo vai acabar em 2012, outros dizem que “apenas” haverá um realinhamento cósmico que alterará o campo eletromagnético da Terra, e tudo o que é elétrico parará de funcionar. Mas isso seria pior que o fim do mundo! Pois estou aqui em minha casa hoje, sem TV e internet e já me sinto com um siri na lata de manteiga! Escrevo este post no Word, para depois transferi-lo ao blog – logo os amigos fiquem sabendo que se trata de “matéria vencida”. Imaginem então um mundo sem internet, luz, motor elétrico... seria melhor que tudo acabasse em barranco mesmo!
Aproveitando o momento ócio, vou tomando um copinho de calvados enquanto a pizza não chega, e ansioso enquanto o sinal da TV não vem para assistir o jogo do tricolor (embora eu não tenha mais a mesma paciência para assistir futebol).


Separei para tomar hoje um Villa Antinori IGT ’07, um vinho “básico” da linha do grande produtor toscano. Este não recebe nenhuma DOCG toscana, pois além da sangiovese tem no corte um pouco de cabernet sauvignon, merlot e syrah. Vinho carnudo e gostoso, com boa acidez, combina muito bem com uma tradicional redonda e com outras massas com molho mais encorpado, ragus, parmegianas, ossobucos e afins. E para acompanhar, segue outra do Mozart - agora em italiano.
Allora, andiamo via.
Arrivederci! Alla salute!

domingo, 20 de maio de 2012

Ossobuco com risoto

Salut, mes amis!
Hoje eu acordei mais italiano que Bezenga somado com Berdinazzi, e resolvi preparar um ossobuco com risoto alla milanese (aqui em casa todo mundo adora risoto e, como esse é o favorito da patroa, a gente tem que agradar, não é mesmo? Eu queria fazer polenta, mas ela não gosta...).
Enfim, achei na internet uma receita super-fácil, passei no açougue do meu amigo Ivan para pegar a carne, voltei para casa e logo comecei a preparar o mis en place
O lance é o seguinte: para um quilo e meio de ossobuco (6 medalhas médias), vão 2 cebolas médias, 4 tomates, 4 dentes de alho e 1 cenoura, tudo cortado em cubos, além de 1 lata (300g) de molho de tomate pronto, sal e pimenta a gosto, tomilho, louro, sálvia... o que preferir (eu só coloquei 3 folhinhas de louro). Temperei o ossobuco com sal e pimenta do reino, passei na farinha de trigo e dei uma selada rápida no azeite; depois, coloquei 1/2 xícara de azeite numa panela de pressão, coloquei diretamente as medalhas de ossobuco e por cima a cebola, cenoura, alho, tomate (temperando com sal) e o molho de tomate com as folhas de louro; tampei a panela, coloquei no fogo alto até a começar a ferver; depois que começou a solttar a pressão, abaixei o fogo e deixei por 50 minutos - pronto! Para quem não gosta de molho "pedaçudo", pode tirar a carne, bater com um mixer e voltar ao fogo para apurar mais um pouquinho.
Deu nisso aí:


E para acompanhar, escolhi um Antinori Tenuta Guado il Tasso "Il Bruciato" '06, um segundo vinho desta famosa propriedade de Antinori, em Bolgheri. Um vinho de corte "quase" bordalês - 60% cabernet sauvignon, 30% merlot e 10% petit verdot, cabernet franc e um pouco de syrah misturadas; vinificado e maturado por oito meses em carvalho.


Um vinho de uma cor muito profunda, com halo aquoso e lágrimas abundantes, aromas ainda muito frutados de ameixa e groselha, pimenta e um fundinho terroso, com uma boa acidez e taninos bem presentes; a madeira não é excessivamente presente. Um vinho muito bom, eu só diria que a persistência não é equivalente à qualidade olfativa que ele apresenta. Talvez ainda fique melhor com mais algum tempo de garrafa. Mas harmonizou muito bem com o prato, por causa do bom contraponto acidez-tanino à gordura da carne e textura do risoto. Recomendado!
Agora cá estou, escrevendo este post e roendo um cantuccini com um espressinho para finalizar esse almocinho italiano...
Santé, mes amis!
Au revoir!


terça-feira, 15 de maio de 2012

Prosseguindo a série "Música para degustar"

Salut, mes amis! 
Mantendo o clima gaulês do último post e atendendo ao clima friozinho do outono paulista, que pede alguma coisa mais encorpada, hoje cai bem um bordeauzinho ou um Côtes du Rhône mais cascudo. Na falta destes, vai bem também um cabernetzinho chileno, um malbec hermano... vou correndo ver o que tem ali na adega, santé!
http://www.youtube.com/watch?v=fbINyVa8ES8&feature=youtube_gdata_player
Buvons bien, buvons mes amis, trinquons!
Buvons, vidons nos verres!
Quand je bois du vin clairet
Ami tout tourne, tourne, tourne...
Chantons e buvons, mes amis, buvons donc!

domingo, 13 de maio de 2012

Beaune - dia 2. O Dia DOC, parte 2.

Salut, mes amis!
Este é o  prosseguimento ao relato da minha viagem à Borgonha, afinal foram tantas emoções que a extensão dos posts e o tempo para escrevê-los me forçam a dividi-los e para quem não viu a primeira parte do meu "Dia DOC" segue o link:  http://www.conservadonovinho.blogspot.com.br/2012/04/beaune-dia-2-parte-1.html
Almoçamos no “Au Caveau Nuiton”, um restaurantezinho familiar em Nuits-St. Georges, construído numa antiga cave escavada na rocha calcária tão presente na região. Como chegamos um pouco atrasados – já era por volta das 13h30 – quase que o chef não quis nos atender, mas depois da insistência, eles acabaram nos servindo, com a condição que escolhêssemos os pratos que estavam disponíveis. Enfim, comemos o tradicional jambon persilé, coq au vin e créme brulée de sobremesa, acompanhados por um Vosne Romanée ’07 de Dominique Mugneret, talvez o vinho mais encorpado que eu tinha tomado na Borgonha até então, tânico e terroso.
Saindo do restaurante, no centreville de Nuits-St. Georges observei umas obras de rua, onde pude notar a cor amarelada, quase esbranquiçada do solo. A Carolina Licati (a guia, dona da Vidaboa Viagens, que nos acompanhava), me explicou que é normal encontrar-se nestes solos calcários fósseis de conchas marinhas, o que comprova uma longínqua origem marinha dos solos de algumas regiões, o que transfere o caráter mineral aos vinhos produzidos nestes locais. Também passamos em frente à sede de Faiveley, um dos maiores e mais bem reputados négociants da Borgonha; que como todos os bourguignons, primam pela parcimônia e não dão muita bola para as aparências...
Saindo de Nuits-St. Georges fomos dar um passeio pelas Hautes-Côtes. Primeiramente fomos a uma lojinha de cassis no hameau (um pequeno vilarejo) de Concoeur. O pessoal estava preparando as geleias ali na hora, em grandes tachos de cobre, e o aroma de "frutas vermelhas compotadas" de que a gente tanto fala tomava conta do ambiente. Degustamos geleias, mostardas e licores, deliciosos, e trouxemos algumas garrafinhas de licor de cassis, afinal "aprendemos" a tomar o kir - na Borgonha preparado com aligoté e cassis - durante esta viagem.

A lojinha de cassis "Fruitrouge"
Continuamos nossa viagem pelo alto da encosta, e embora o dia estivesse ensolarado, por aqui já se nota uma diferença climática em relação aos vinhedos mais abaixo, ao longo da "Route des Grand Crus". A topografia, a altitude e a maior presença de bosques torna o clima mais frio e úmido, às vezes até com névoa. Tanto que as plantações de frutas pretas e vermelhas toma lugar das videiras em grandes áreas, e não são poucos os vinhedos "malcuidados" nesta região.
Rumo ao sul, atravessamos Beaune e, à altura de Pommard, voltamos a subir a encosta, passando por Saint-Romain Visitamos uma tonellerie (tanoaria) a maior exportadora dos fûts de chêne da França. Pude observar o processo de armazenagem do carvalho, cujas tábuas ficam em torno de cinco anos empilhadas ao relento para amaciar o tanino da madeira, a montagem dos barris e a sua tostagem.


Des tanneurs au travail
Barris a serem queimados
Expedição
Em seguida passamos por Rochepot, de onde tirei uma bela foto do Château de la Rochepot e chegamos às falésias de Baubigny, uma interessante formação geológica de onde se observa Saint-Aubin e Mersault, lá embaixo.
Château de la Rochepot
Falaise de Baubigny
Saint-Aubin e - creio eu - Mersault ao fundo
Paramos então no Domaine Michel Picard, em Chassagne-Montrachet. Cabe lembrar que as comunas de Chassagne e  Puligny se "apropriaram" do nome de seu vinhedo mais famoso, já que ele fica na divisa... A visita ao domaine e a pequena degustação que se seguiu foi bem instrutiva, pois a atendente que nos acompanhou era bem atenciosa, o pessoal ali está mesmo muito bem preparado para receber visitantes.
Sala de degustação do domaine Michel Picard

Os dois únicos barris de Puligny-Montrachet produzidos pelo domaine - aproximadamente 600 garrafas de vinho ao ano

Vinhedos ao longo da Route de Santenay

Vinhedos de chardonnay dentro do château

Tanques de fermentação em inox


Visita ao chai da vinícola
Saindo do Domaine Michel Picard passamos rapidamente pelos famosos vinhedos de Montrachet - talvez o vinhedo mais cobiçado e mais compartilhado da Côte d'Or - e Bâtard-Montrachet. Os vinhedos Grand Cru se situam na face leste da colina, com uma inclinação média de 10%, que se acentua próximo do topo, no vinhedo chamado Chevalier-Montrachet. Alguns produtores possuem poucas vinhas nestes Grands Crus, e produzem apenas um ou dois barris por ano, e dessa raridade resulta o preço elevadíssimo. Passamos também por Mersault (terra de brancos “generosos”, que teimosamente não possui vinhedo classificado como Grand Cru – seus produtores se consideram acima de qualquer classificação), Volnay, Pommard e seguimos pela Route des Grand Crus, passando novamente por Beaune. Concluindo este "Dia DOC" em companhia da Carol (da qual segue o lik do site e um vídeo abaixo, produzido pelo pessoal da École des Vins de Bourgogne), fizemos uma visita ao domaine de sua família, o Parigot, em Savigny-lès-Beaune.
Lá pudemos conferir os ótimos crémants que eles produzem pelo método tradicional, com a segunda fermentação na garrafa. A AOC bourguginonne é muito mais rígida que a de Champagne, que permite inclusive mistura de vinhos para obtenção de champagne rosé. Na Borgonha utilizam-se pinot noir, chardonnay e, às vezes, aligoté, para contribuir com sua acidez que dá mais frescor ao espumante. Como chegamos ao final do dia, o pessoal já estava encerrando os trabalhos, lavando os utensílios para o dia seguinte – a higiene é fundamental na vinícola. A última remessa de uvas já havia sido prensada e os últimos sumos dos bagos de pinot noir ainda escorriam da prensa, exalando o perfume maravilhoso. Transferido aos tanques, o suco já começaria a fermentar e se tornar o vinho tranquilo a ser engarrafado com levedura e açúcar para a segunda fermentação; aqui, o vinho tinto é maturado pouco tenpo sob o chapéu do mosto, para adquirir apenas a tonalidade pretendida para a obtenção do rosé, ou então é imediatamente separado das cascas, quando for misturado com vinho branco de chardonnay ou aligoté ou para a obtenção de um blanc de noirs, mais incomum. Descemos ao chai onde a Carol nos demonstrou a manipulação das garrafas nos pupitres, a retirada dos resíduos de levedura que se acumulam no gargalo, a adição o licor de expedição, enfim, todo o processo. Degustamos seus crémants numa simpática sala de degustação que eles mantem no subsolo, e compramos duas garrafas de sua cuvée “d’Or”, um belíssimo rosé adicionado de floquinhos de ouro, engarrafado numa bela bouteille transparente com um rótulo metálico dourado, sensacional.

Pupitres
O belo rosé em autólise
A cuvée "d'Or"
Assim terminamos nosso dia, eu diria que para mim foi um dia mais que especial, que ficará para sempre guardado na minha memória. De todos os passeios eno-turísticos que fizemos, sem dúvida este foi o mais interessante – pela ajuda especializada da Carol, que nos atendeu com muito carinho, pela beleza da região, que vai ficar pra sempre gravada na retina e pelo mágico mundo que é o mundo do vinho e das pessoas que nele trabalham.
Oxalá um dia possamos retornar e viver novamente estas experiências.
Au revoir! Santé!

(contato@vidaboaviagens.com.br)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Champagne Franck Bonville Grand Cru Avize Demi-sec

Salut, mes amis!
Conforme prometido num post anterior, seguem aqui minhas observações sobre um dos champagne que eu comprei da Hedoniste, do Marcelo Iabiku.
O escolhido para comemorar os dez anos de casamento com a patroa - que Deus a proteja! - foi o bonito aí de cima, um demi-sec em honra à maioria feminina aqui em casa, afinal estavam presentes mãe, sogra, irmãs, cunhadas e sobrinhas, e todas curtem um vinho mais "docinho". O champagne é realmente de grande qualidade, bem acima das cuvées das grandes marcas, mais encontradas no mercado.
Este exemplar, pelo fato de ser um 100% chardonnay remete primeiramente aos aromas frutados, mas com a presença de fundo daqueles aromas de padaria que sugerem que o vinho maturou bom tempo sobre as borras. O perlage é muito fino, o champagne tem uma textura muito elegante na boca. A dosagem de açúcar é a ideal, não é enjoativo como muitos demi-sec e acompanhou muito bem a sobremesa: um bolo levíssimo de morangos com chocolate branco.
Altamente recomendado
Santé!

domingo, 6 de maio de 2012

Risoto com vieiras, camarões e bourgogne blanc

Salut mes amis!
Ontem eu estive no mercadão com a patroa e ao passar pela banca de peixes ela não aguentou e comprou um pacote de vieiras - as saint-jacques - que ela adora.


Então hoje eu preparei um risotinho com camarões e passei umas vieiras na chapa, ao azeite de limão e mais um toquezinho de limão siciliano.
E mais uma vez consegui uma bela harmonização com o vinho, um bourgogne blanc  "Couvent des Jacobins" do Louis Jadot, que é um branco estruturado, levemente amadeirado, mas que ainda mantém um frutado bem vívido, com aromas de pera e maçã que combinaram muito bem com o toquezinho de limão do prato, balanceando bem a textura amanteigada do risoto. Além do lindo amarelo dourado que por si só já me faz salivar... Fica a dica de um ótimo vinho para acompanhar este tipo de prato. Custou R$54,00 (a meia-garrafa), na Mistral.
Au revoir! Santé!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Champagne bom

Salut, mes amis!
Dentre boas novidades encontradas no Encontro de Vinhos Off, havia lá um stand da Hedoniste, uma nova  importadora de vinho francês (menos de um ano de atividade), especializada em champagne de qualidade superior, vindos de 3 produtores que concentram sua produção em vinhedos grand cru: as Maisons Franck Bonville, Lamblot e Michel Arnould et Fils.
Sinceramente, lembro de ter degustado na ocasião diversas cuvées da Bonville e da Lamblot, das quais gostei muito. Todas finíssimas, com aquele perlage cremoso que todo o mundo tenta imitar e não consegue... Incontinenti, fiz um pequeno pedido para o Marcelo, que prontamente me atendeu, e minhas garrafinhas acabaram de chegar; visto que tenho algumas comemorações pela frente, agora as degustarei com toda a tranquilidade no aconchego do lar.
Temos aqui um demi-sec grand cru, 100% chardonnay elaborado com uvas provenientes da vila de Avize, ao sul de Épernay; outro blanc de blancs "Camille Bonville", elaborado com uvas de vinhedos grand cru entre as vilas de Cramant e Avize (numa encosta com orientação norte-sul e insolação ao leste); e também um Lamblot brut rosé, composto 70% de  pinot meunier e 15% de pinot noit vinificados como um blanc de noirs e depois adicionado mais 15% de vinho tranquilo de pinot meunier, o que resulta numa belíssima tonalidade.
Depois que eu beber eu conto mais.
Santé!