domingo, 10 de março de 2013

Feira de Vinhos do Empório do Bacalhau

Salut les amis!
No último dia 7 de março estivemos eu, a patroa e as crianças no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, para uma feira de vinhos promovida pela tradicional casa Empório do Bacalhau. Além dos diversos stands de importadores e distribuidores, o simpático Francisco proprietário do empório providenciou também uma farta mesa de queijos e frios para a delícia dos degustadores presentes. Além da degustação, poderia se comprar o vinho ali mesmo, a preços promocionais bem bacanas.
Os comerciantes optaram por levar à feira produtos de uma faixa média de preços, afinal o público do ABC ainda não está acostumado a gastar alto com vinhos e este deve ser o foco do empório. Então se encontravam ali boas opções de relação preço/qualidade.
Comecei pelo stand da Tahaa, onde o onipresente Rodrigo me conduziu primeiramente a um fragrante rosé de Provence, um Côteaux Varois Château de l'Escarelle 2011, fresco, floral e com aromas de morango, seco e de uma bela cor salmão. Era um dos vinhos mais caros da feira, a 86 moedas. Seguimos pelo Côtes du Rhône Cave de Rasteau Grand Cuvée 2010, macio e frutado, R$55, e concluímos no Rioja Ontañon Crianza 2009, muito bom vinho a R$73, ótima opção para iniciantes em Rioja, ainda bem frutado e com madeira discreta. O Sobro 2010, português multi-varietal macio e frutado, muito doce para mim, agradou em cheio a patroa, 52 moedas.



 

Seguindo para o stand da B-Cubo provei o Bodegas Bretón Loriñon Crianza 2008, outro Rioja frutado, com nuance de chocolate e madeira discreta, ótima opção a R$56. Outro bom vinho desta importadora era o Dardanelos de Díaz Bayo, púrpura, aromas de compota de frutas e violeta, maciozinho... R$51.


Das grandes nacionais, a Miolo é a que me parece tomar o melhor rumo. "Importou" uma leva de jovens profissionais europeus sedentos de procurar novos climats e produzir vinhos autênticos mas com cara - e qualidade - de Velho Mundo (até onde o terroir brasileiro permite...), o que vem acontecendo vide os excelentes resultados obtidos com as joint ventures com o empresário Randon (RAR), Galvão Bueno (Bueno Estate)... fui atendido por um jovem sommelier italiano, que me indicou o pinot griggio, que me surpreendeu por ser bem aromático e o merlot Terroir 2009, frutado, com bom corpo e boa acidez... comprei alguns para guardar e verificar o amadurecimento.
Passei no stand da Ravin já no final da feira, a tempo ainda de degustar o Viña Maipo gran Devoción carmenère/syrah, de que eu já tinha ouvido falar bastante. Grande vinho, aromas de frutas vermelhas em compota, chocolate, tabaco e especiarias, encorpado e bem equilibrado, sem excesso de madeira.


Fora isso, alguma outra coisinha aqui e ali, uns pinot noir chilenos baratos e facinhos para o dia-a-dia (Viña Tarapacá Terroir El Rosal 2011, Viña Chocalán reserva 2011, a uns R$30 cada), mas este tipo de feira também é útil para conhecermos e nos precavermos contra as bombas que circulam por aí. Experimentamos um primitivo di Puglia com gosto de Tang que deixou nossa língua tingida de violeta e que até estragou o estômago da patroa...

Contudo, o resultado da feira até que foi surpreendente, visto que os vendedores estavam contentes com a movimentção durante as três noites e ao final havia uma grande fila para retirar as compras feitas ali na hora.
Tomara que esta cultura perdure e se multiplique aqui pelo ABC!
À bientôt!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Já que você suportou ler até aqui, por favor deixe sua impressão, comentário, sugestão, palpite, imprecação...