domingo, 16 de junho de 2013

Blanquette de Limoux Carte Ivoire brut Robert

Salut les amis!
Se há alguma substância lícita neste mundo capaz de tornar possível o teletransporte a uma outra época, um outro local - ah! só pode ser o vinho...
Digo isso porque esperava ansioso pelo segundo kit de vinhos Des Amis de Jean Claude, o grupo do qual já falei aqui, com o qual seríamos contemplados com uma blanquette de Limoux, vinho mousseux elaborado na região do Limousin, sudoeste francês, pertinho de Carcassonne, belíssima cidade medieval que tive o enorme prazer de conhecer e também relatei neste blog em "Souvenirs de Carcassonne" e "Languedoc-Roussillon, sud de France - uma terra apaixonante". Na ocasião em que lá estive, a gente se aliviava do calor e se deliciava no jardim do hotel ou em nossas andanças sempre com uma taça geladinha deste refrescante vinho regional.
A blanquette é elaborada tradicionalmente com a cepa local mauzac, mas hoje em dia também se adicionam ao corte cepas "internacionais" como o chardonnay ou o chenin blanc e cabe ressaltar que este vinho deve ser feito pelo método tradicional, com a segunda fermentação na garrafa, o que não necessariamente ocorre com o crémant de Limoux. Reza a lenda que foi o primeiro espumante da França, muito antes de Dom Pérignon cometer o "acidente" de produzir o champagne.
Este exemplar é produzido pela sociedade agrícola Robert, um corte de 90% mauzac e 10% chenin que resulta em um vinho com as características desta apelação: fresco, leve e frutado, principalmente com notas cítricas mas que também desprende aromas provenientes da fermentação e alguma fruta branca. De uma cor palha muito clara com reflexos verdeais, perlage fugaz sem a formação da coroa na superfície e borbulhas médias. É um vinho sem grande complexidade, despretensioso mas gostoso, vivaz, ótimo para aperitivo e para acompanhar um bom papo.
Como há alguns dias fez um calorzinho outonal gostoso aqui em SP, sorvemos com sofreguidão umas boas taças deste espumante, em estado contemplativo relembrando da nossa belíssima viagem e das blanquettes que lá tomamos...
Santé!



4 comentários:

  1. Prezado amigo, tive o prazer de conhecer uma parte dessa região do sul da França tão reconhecida pelos maravilhosos vinhos com uma qualidade e uma história ímpar.
    Conheci no mercado de Toulouse um vinho frisante ou champagne que leva o nome de Michele Capdepon, foi o frisante mais adorável que já bebi na minha vida.
    Estou a procura de algum importador que tenha este contato ou até mesmo comercialize aqui no Brasil.
    Se tiver alguma informação fico imensamente grato.
    Estive em Carcassone e também em Gaillac numa feira de vinhos bio dentro de uma pequena igreja no mês de Dezembro quando tem a exposição dos vinicultores daquela região.
    Enfim quero com certeza voltar a visitar aquela região novamente, que na minha opinião é um berço de cultura para os adoradores do bom vinho.

    meu email: eliaviation@gmail.com

    Grande abraço.

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  2. Caro amigo, primeiramente obrigado pela sua visita ao blog.
    Não sei se você teve oportunidade de ver meus outros posts sobre o Languedoc, mas como você achei a região apaixonante.
    Sobre o vinho que você provou em Toulouse, não o conheço, tampouco sei se alguém o importa para o Brasil; vou perguntar a alguns amigos importadores e, em caso positivo, te retorno.
    Segue o link da outra postagem: http://conservadonovinho.blogspot.com/2012/09/languedoc-roussillon-sud-de-france-uma.html
    Um grande abraço!

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    1. Também escrevi um post sobre minha viagem à Carcassonne: http://conservadonovinho.blogspot.com/2012/06/souvenirs-de-carcassonne.html
      Abraço!

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  3. Caro amigo,
    Fizemos algumas pesquisas sobre o Michèle Capdepon (realmente não é importado para o Brasil), e descobrimos que é um produtor que zela pelo método ancestral da região, elabora um vinho 100% uva mauzac, com 6% de graduação alcoólica e um açúcar residual de 89g, ou seja, uma boa doçura, nuances de maçã confitada, marmelo e flores amarelas, com uma ótima acidez. Produz 75.000 garrafas/ano e recebeu bons conceitos nos guias Hachette nós últimos anos. Espero ter aguçado com isso a curiosidade dos importadores com quem conversei, embora eles já tenham outra blanquette em seu portfólio, talvez se animem a procurar este também...
    Abraço!

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