sexta-feira, 26 de abril de 2013

Crémant du Loire Rosé Château d'Avrillé

Salut les amis!
Eis que desarrolhei a segunda garrafa do kit do "Les Amis de Jean Claude", grupo de vinhos do Jean Claude Cara. Sobre o outro vinho já degustado, escrevi este outro post: Initiales Blanc 2010 Domaine Rotier.
Localizado na bela região do vale do Loire, às margens do antigo caminho romano que liga Angers a Poitiers, perto de Anjou, este château só passou a praticar a viticultura no final da década de 30, com 17ha de vinhas. Hoje já são mais de 200ha plantados, e sob o comando da terceira geração da família Boitteau, produz vinhos tintos, brancos secos e doces, rosés e efervecentes (crémants).
Feito com pinot nir e grolleau, uva carcterística dos rosés d'Anjou, este espumante tem uma bela cor salmão, perlage fina e persistente. Possui aromas de frutas vermelhas frescas e demonstra muito frescor - embora tenha um pouco de corpo - textura macia e final prolongado. De acordo com a sugestão de harmonização do Jean Claude, preparei uma pannacotta au coulis de frutas vermelhas, que casou muito bem com o vinho. Contudo, acho que este crémant é um belo coringa que consegue acompanhar toda uma refeição, do aperitivo à sobremesa. Vale muito a pena ter umas garrafas em casa.


Santé!


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Catena Alta Malbec 2008

Salut les amis!
No domingão o sogrão convidou para um churrasco lá na casa dele, e como recentemente havia sido comemorado o Malbec Day, veio a idéia de abrir uma caixinha e tirar lá de dentro um Catena Alta, famoso vinho desta casa ícone argentina, e harmonizar este belo vinho com o churrasco, a maior contribuição dos hermanos à gastronomia...
Produzido com uvas provenientes dos quatro vinhedos de altura de Catena: Adrianna (1.470m), Nicasia (1.173m), La Piramide (940m) e Angelica (864m). De cor rubi/púrpura profunda, muitas lágrimas densas, lentas e coloridas, halo ainda transparente, sem denotar evolução. Aromas complexos de geleia de frutas negras, azeitona preta, violeta, cravo, tabaco. Na boca é elegante, a boa fruta e a acidez ótima fazem "desaparecer" os 14,5% de álcool,  característica incomum à maioria dos malbecs argentinos. Taninos finos, realmente é muito bem equilibrado com a doçura do álcool e da fruta na medida certa. Embora tenha passado um ano em barricas francesas (70% novas), a madeira é discreta. Aveludado, redondo, final prolongado. Belíssimo vinho, já está ótimo agora, mas deve amadurecer bem na garrafa por mais uns anos.
Nem precisaria dizer, mas caiu como uma luva com costela e carré de cordeiro.
Atualmente a safra 2009 custa 169 contos na Mistral.
Santé!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Initiales Blanc 2010 Domaine Rotier

Salut les amis!
Escrevo neste post sobre o belo Initiales Blanc 2010 do Domaine Rotier, prazer proporcionado pelo amigo Jean Claude Cara, do Éléphant Rouge, através do grupo "Les Amis de Jean Claude", com o qual ele armou uma parceria com o Empório Mundo, de Santa Catarina, e está trazendo maravilhosos vinhos franceses, vendidos a um preço mais que honestos.
A proposta de Jean Claude em ralação ao grupo é fazer uma seleção de vinhos franceses especiais, que se enquadram em sua filosofia de respeito ao terroir, às tradições e à ação da natureza, que componham vinhos autênticos, verdadeiros, com uma relação de custo/beneficio justa (ainda mais para nós aqui do Brasil, tão acostumados a tomar punhaladas na hora de comprar produtos de qualidade). Periodicamente ele seleciona três vinhos que harmonizam, respectivamente, com uma entrada, um prato principal e uma sobremesa e encaminha uma caixa contendo duas garrafas de cada rótulo e receitas para harmonizar, de maneira que os amigos do grupo os degustem e troquem suas impressões sobre cada vinho.
Nesta primeira remessa, além de um espumante rosé e um tinto, recebi o bonito aí de cima, um jovial vinho branco corte de 50% sauvignon e 50% loin de l'oeil, uva pouco conhecida por aqui. Produzido em Gaillac, comuna situada no département (estado) do Tarn, região dos Medio-Pireneus, sudoeste francês. O Domaine Rotier é composto de 35ha de vinhas, a maior parte localizada no lieu-dit de Petit Nareye, onde há registro de cultivo de uvas desde o séc. I a.C. Atualmente são aproximadamente 30% de cepas brancas. Em 1975 os pais de Alain Rotier compraram o domaine, e atualmente ele toca o negócio ao lado do cunhado, Francis Marre. Comercializam 170.000 garrafas de vinho ao ano.
Implantado sobre um solo pedregoso (graves) sobre o terraço aluvial do Rio Tarn, o terroir sofre a influência do Mediterrâneo, trazida pelo vento que percorre o vale do rio entre os baixos e altos Pireneus. Este vento seco e quente pode proporcionar bons períodos de seca durante o outono, o que favorece uma bela maturação das uvas tintas (syrah, braucol, duras, cabernet sauvignon e gamay, principalmente) e a concentração das brancas, particularmente a loin de l'oeil, que também pode sofrer a ação da podridão nobre, produzindo então vinhos doces. Atualmente o Domaine abandonou o uso da química na condução do vinhedo, adotando técnicas da viticultura biológica e está em vias da certificação biodinâmica.
Quanto ao Initiales Blanc especificamente, o vinho possui uma cor amarela muito clara com reflexos esverdeados, aromas de frutas cítricas e brancas (maçã verde, pêra), mineral e a grama cortada característica da sauvignon na França. Leve, muito fresco, a acidez muito equilibrada com a fruta e o álcool, que passa quase despercebido. 
Contrariando a proposta de harmonização do Jean (que sugeriu um tartare de salmão com maçã verde), preparei como entrda um ceviche de linguado e camarão - não coloquei muita pimenta, mas o coentro embotou um pouco o sabor do vinho, embora sua ótima acidez limpasse bem a boca harmonizando com o cítrico do ceviche. Contudo, o casamento perfeito se deu com o prato principal, um leve risoto de camarão e lula.

Já estou muito curioso para provar os outros vinhos da caixinha, a primeira prova já foi muito boa...
Santé!


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Em que temperatura devemos guardar e degustar os vinhos?

Salut les amis!

Dia desses um amigo comprou uma adega climatizada e me perguntou se eu poderia aconselhá-lo sobre a temperatura correta de regulagem do equipamento. Aí me toquei que nunca havia escrito sobre isso no blog! Então, André, este post é dedicado a você!
Primeiramente, muita gente acha que a adega serve para colocar o vinho na temperatura correta de serviço - é só tirar da cave, desarolhar e beber! Mas a verdade não é bem essa.
Em segundo lugar, adega climatizada em casa é um luxo. Qualquer lugar fresco e abrigado da luz já é suficiente para armazenar bem os vinhos do uso cotidiano. Serve um armário, o espaço sob a escada, o depósito na garagem... Ficando longe de fontes de calor (lareiras, chaminés, fornos) e de luz, tudo bem - o vinho deve se manter bem neste local.
Minha adega climatizada é reservada para os vinhos mais delicados, os mais velhos, aqueles que eu guardo para ocasiões especiais. E eu a regulei para funcionar entre 15 e 18 graus. À nossa temperatura média aqui em SP, essa faixa é econômica, desde que a adega esteja com um bom isolamento não vai ficar acionando o compressor e gastando energia a toda hora.
Quanto à temperatura de serviço, ou seja, a temperatura que o vinho deve ser mantido à mesa enquanto estiver sendo consumido, genericamente, em torno dos 18 graus centígrados a maioria dos vinhos tintos já está adequada para ser degustada. Os vinhos brancos precisam ainda de um resfriamento antes de serem apreciados; se houver antecedência, podem ser colocados na geladeira ou no freezer; do contrário, um balde de gelo com solução refrigerante (água, gelo, um pouco de sal e um pouco de álcool) é bem eficaz para o resfriamento. Alguns enófilos não recomendam resfriar o vinho no freezer para não provocar um "choque térmico". Outros dizem que não faz mal nenhum este choque em vias de sacar as rolhas. Concordo com estes últimos, uma vez que, em ocasiões especiais e com vinhos especiais você naturalmente toma mais cuidado ao resfriar docemente sua tão bem guardada garrafa num balde de gelo, onde você pode facilmente controlar a temperatura adicionando ou retirando os cubos.
Com o tempo, a sensibilidade será suficiente para definir se um vinho está na temperatura correta ou não - o uso de termômetros não tem se mostrado muito prático, pelo menos para mim. Existem uns termômetros infra-vermelhos que dizem ser muito bons e práticos, mas sinceramente não conheço.
Deve-se notar que a temperatura mais baixa ressalta a acidez, o frescor, a jovialidade do vinho, enquanto "mascara" a doçura, a fruta, o álcool (o álcool é doce). Portanto, de acordo com o gosto individual, pode-se ressaltar ou disfarçar alguma característica do vinho manipulando a sua temperatura de serviço.
Falando um pouco mais especificamente, segue uma relação das temperaturas "ideais", obedecendo uma classificação dos vinhos proposta por Oz Clarke em seu livro "Vinhos", a qual acredito ser bem sintética, porém abrangente, sempre seguindo alguns exemplos após a descrição de cada "categoria":
1. Tintos suculentos, frutados (merlot do novo mundo, malbec e bonarda argentino, zinfandel americano). De maneira geral, diz-se que nenhum vinho mantem suas boas características acima dos 20oC. Entre os tintos, a faixa de temperatura deve se manter entre os 12 e 18 graus, e acima disso apenas os doces e fortificados. Esta categoria, portanto, engloba os vinhos tintos que podem ser bebidos mais frescos, desde o simples beaujolais nouveau, que pode ser bebido quase gelado, até os merlot e bonarda feitos para serem bebidos jovens, sem madeira e com taninos quase imperceptíveis, em torno dos 15 ou 16oC.
2. Tintos sedosos, com sabor de frutas vermelhas (pinot noir - Borgonha, Oregon e Chile, tempranillo de Rioja e Navarra). Estes vinhos já devem ser tomados um pouco mais quentes, entre 16 e 18oC, dependendo da estrutura (acidez, álcool e taninos) - quanto mais corpo, maior deve ser a temperatura de serviço.
3. Tintos intensos, com sabor de groselha (Bordeaux, novo mundo - varietais de cabernet sauvignon do Chile, Argentina, EUA, tempranillo de Ribera del Duero). Beber na faixa dos 17 aos 20oC. Só é correta a afirmação "deve-se beber vinho tinto na temperatura ambiente" para quem mora além dos trópicos. No Brasill, onde a temperatura ambiente média dentro de casa poucas vezes desce dos 20oC, é conveniente dar uma resfriadinha mesmo nestes vinhos mais potentes, caso não sejam armazenados em ambiente climatizado.
4. Tintos temperados, calorosos (syrah do Vale do Rhône, da Austrália, vinhos do Languedoc-Roussillon, vinhos tranquilos do Douro, malbec reserva da Argentina e carmenères "reserva" chilenos). Idem à categoria acima, em torno dos 18, 19oC.
5. Tintos agridoces (genericamente italianos de dolcetto, barbera e sangiovese, desde os Chianti até o Barolo). De acordo com a estrutura - vinhos mais potentes e concentrados como os Barolo ou Brunello di Montalcino em uma temperatura mais alta, 18 a 20oC; os mais simples e ligeiros podem ser bebidos mais resfriados, em torno de 16oC.
Se o tinto passou tempo demais no balde e se resfriou demais, um pouquinho de tempo na taça ou com a taça entre as mãos já é suficiente para que ele atinja uma temperatura mais elevada e libere o que tem de melhor.
6. Rosés delicados (da Provence, de Navarra ou cabernet d'Anjou). Um rosé geladinho é tudo de bom!!! Mas não se pode exagerar no gelo, o que amortece o paladar e impede de usufruir a delicadeza destes vinhos na boca. Novamente, depende do corpo - os mais delicados e ligeiros podem ser degustados mais frescos, em torno de 8 ou 10oC. Alguns rosés do Novo Mundo, mais encorpados, de variedades mais tânicas, podem acompanhar até pratos mais pesados quando servidos em uma temperatura mais alta, de 12 a 14oC.
7. Brancos ultra-secos, neutros (muscadet de Sèvre-et-Maine, Chablis genérico, sem carvalho, Frascati, Pinot Griggio e chardonnay frescos do Alto Adige). Eu costumo tomar estes bem gelados, em torno de 8oC, nunca acima de uns 10oC, como aperitivo,na companhia de frutos-do-mar...
8. Brancos verdes, pungentes (sauvignon blanc - Sancerre, Pouilly-Fumé, Martinbourough, Chile, chenin blanc seco do Loire - Savennières - riesling secos alemães, austríacos ou alsacianos). Na faixa dos 8 aos 12oC.
9. Brancos intensos, com sabor de nozes (chardonnay criado no carvalho - Borgonha, EUA, Nova Zelândia, Austrália - Bordeaux com sémillon - Graves, Pessac-Léognan - Rioja branco). Eu aconselharia de 10 a 14oC, pois é uma gama muito abrangente - os mais secos, de sauvignon e sémillon devem ser servidos mais frios enquanto que alguns chardonnay mais estruturados podem chegar aos 14oC liberando o melhor de suas características.
10. Brancos maduros, com sabor de torrada (chardonnay concentrado, criado em barricas novas, basicamente Novo Mundo - EUA, Australia). Devido ao corpo pesado, estes são os brancos que devem ser tomados a uma temperatura mais alta, em torno de 16oC.
11. Brancos aromáticos (gewurztraminer e muscat alsacianos, viognier do Rhône e torrontés argentino). Também na faixa dos 8 aos 12oC.
12. Brancos espumantes (champagne, crémants de Bourgogne, do Loire e d'Alsace, blanquette de Limoux, cava espanhol, prosecco e franciacorta italianos, espumantes nacionais). De 6 a 8oC, sendo que alguns champagnes mais complexos podem ser bebidos um pouco menos gelados. Nunca abaixo dos 6oC, o que amorteceria as papilas.
13. Brancos doces dourados (Sauternes, Barsac e Monbazillac na França, chenin blanc doces do Loire, vinhos botritizados da Alsace, colheitas tardias alsacianos e alemães, eiswein alemães, tokaji húngaro, moscatéis espanhóis e portugueses). Controverso - muitos autores recomendam uma temperatura na faixa dos 14oC, o que acho alta. Já tomei muito vinho doce geladinho com sobremesa e estava uma delícia!
14. Vinhos calorosos, fortificados (Porto, Madeira, Xerez Pedro Ximenes, Marsala, vin santo, Maury). O Porto eu deixo na temperatura ambiente mesmo, enquanto se recomenda tomar os outros em torno de 18oC. Mas também já bebi o PX gelado - e é muito bom.
15. Vinhos pungentes, fortificados (xerez fino, manzanilla, madeira e marsala secos, vin jaune do Jura). Eu também gosto de degustar estes vinhos bem gelados, como aperitivo, acompanhando alguma coisa bem salgadinha.
Convém que o enófilo tenha em mãos pelo menos dois baldes de gelo - um maior, para ser utilizado em ocasiões em que são abertas várias garrafas, e outro, menor, para seu uso cotidiano. Afinal é dispendioso e demorado produzir grande quantidade de gelo.
Como escrevi acima, esta relação pode não ser seguida rigorosamente, pode depender da sensibilidade - e gosto - de cada um. Mas serve como uma boa referência de relação de temperaturas entre os variados estilos de vinho, variando com características como doçura e estrutura.
Espero ter sido útil...
Santé! Au revoir!




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Côtes du Rhône Domaine de la Graveirette

Salut les amis!
Dia desses estava procurando algo para acompanhar o strogonoff  da patroa - costumo mandar sempre com um pinot noir, mas desta vez resolvi variar e optei por este bonito Côtes du Rhône, corte de syrah e 50% grenache. Foi comprado na Cave Jado, mas atualmente creio que não esteja no catálogo. 
De cor rubi de média densidade com bordas granada/alaranjadas. Muitas lágrimas lentas, densas e coloridas. Aromas de pimenta síria (cravo, canela, pimenta-preta), compota de frutas vermelhas, pimentão vermelho, um intrigante animal (couro, carne fresca), com o tempo abre um fundindo de cacau. Corpo médio, acidez ótima, taninos fininhos e álcool bem integrado. Retrogosto evidencia as especiarias. Final médio, agradável. Elegante! E harmonizou bem com o strogonoff, a acidez e a fruta presentes casaram legal com o molho cremoso. Bom vinho, 3 estrelas pra ele. 
Santé!

domingo, 7 de abril de 2013

Dica de leitura: Um Só Vinho - Da Entrada à Sobremesa

Salut les amis!
Esta dica vai para os amantes da gastronomia francesa, ainda mais para aqueles que gostam de se aventurar nas panelas. As autoras, Évelyne Malnic e Odile Pontillo, dividiram o livro em três seções - vinho branco, rosé e tinto - e cada seção conta com diversos menus completos, da entrada à sobremesa, harmonizando sempre com uma apelação de vinho, na maioria das vezes, francês. OK, como algumas apelações são mesmo um pouco "obscuras", sempre há alternativas de vinhos dica mais comuns, tanto do velho como do novo mundo, para acompanhar estes pratos propostos. E também incluíram para cada menu informações sobre o vinho, dicas de serviço, receitas e comentários sobre os pratos sugeridos. Uma verdadeira viagem enogastronômica!
Recomendado para "iniciados", disponível na Saraiva por R$49,90.
Santé!

sábado, 6 de abril de 2013

Château Casse Blanc 2011

Salut les amis!
A patroa preparou umas salsichas gratinadas, então fui procurar alguma garrafa não tão pretensiosa para acompanhá-las, com batatas e mostarda de Dijon. Encontrei esse bordeauzinho "genérico", o qual tinha lido uma recomendação da Alexandra Corvo numa dessas redes sociais aí e resolvi arriscar. Ela tinha dito que o vinho era uma relação qualidade/preço muito boa, e eu o comprei en passant pelos Jardins, no Empório Santa Luzia, por uns 30 contos.
Possui cor amarela com reflexos dourados, poucas lágrimas mas lentas. Aromas de frutas brancas doces (goiaba branca), de grama cortada, maçã verde, uma pontinha cítrica. Na boca é adocicado, mas com uma grande acidez que torna essa doçura bem equilibrada, confirmando o frutado intenso. Foi uma ótima dica, o vinho realmente tem um bom preço pelo que oferece. Boa pedida para iniciar os neófitos acostumados ao chardonnay nos brancos mais "rascantes" de sauvignon blanc. Dou 3 estrelas para ele.
À bientôt!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cabernet Sauvignon Reserva 2008 Viña Pérez Cruz

Salut les amis!
Estávamos no final da tarde curtindo o friozinho da montanha em Campos do Jordão quando veio a ideia de fazer um esquenta antes de sairmos para jantar. Tínhamos ali este belo exemplar de cabernet, proveniente da região do Alto Maipo, no Chile, que pareceu ideal para a ocasião. É um corte de 91% CS, 6% merlot, 2% de syrah e 1% de carmenère.
Belo robe rubi não muito profundo com as bordas já evoluindo para o granada, com muitas lágrimas lentas e coloridas. No nariz uma aula de cabernet sauvignon: frutas negras, pimentão, cedro, mentol (cânfora), um fundindo boisé. Taninos finos, acidez ótima, muito elegante na boca, mal parece do Novo Mundo... Grande relação qualidade/preço (57 contos no Empório La Rioja). Acompanhou apenas uns acepipes (queijo, salame e amêndoas salgadas), mas melhor seria acompanhar um jantarzinho - uma carninha saignante... um cordeirinho, um bife de chorizo... Enfim... Depois deste vinho resolvemos nem sair mais para jantar...
À bientôt!



terça-feira, 2 de abril de 2013

Vougeot Clos de lá Perrière Domaine Bertagna 2006 no La Coupole

Salut les amis!
Numa noite dessas lá em Campos do Jordão a sogrona fez o favor de cuidar das crianças enquanto eu e a patroa fomos jantar no La Coupole, tradicional restaurante da montanha magnífica. A casa é bem simpática aos enófilos - já na entrada ostenta uma placa: "Traga seu vinho que não cobramos a rolha". Grande oportunidade para tomarmos um vinho que havíamos degustado e trouxemos da nossa viagem à Borgonha: um Vougeot Clos de la Perrière Premier Cru, monopole do Domaine Bertagna, safra 2006.
Vinho de belo robe cor rubi medianamente denso, com bordas aquosas, muitas lágrimas densas e lentas. Aromas de rosa, compota de frutas vermelhas (recheio de chocolate sensação, lembram?) e especiarias (cravo, uma pontinha de pimenta e se não estou louco até um pouquinho de erva-doce ou anis estrelado). Na boca confirma o intenso frutado, com o tempo abre um animal (couro, carne), equilibrado, encorpado, aveludado, redondo, elegante! Vinho maravilhoso! Acompanhou com garbo tanto um belo salmão com spaghetti ao molho shimeji como um risoto de brie com rúcula. Acompanhou bem também a minha sobremesa, uma terrine de chocolate com nozes e amêndoas, com calda quente de framboesas e sorvete. Excelente! Com certeza voltaremos a este restaurante consumir outras "jóias" que tenho na adega...
Como todo bom jantar, começou com uma ótima companhia e passou pela grande comida arrematada por um vinho magnífico.
Atualmente os vinhos do Domaine Bertagna são importados para o Brasil pela Cellar.
Santé!



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pont de Gassac Pays d'Hérault 2010 Mas de Daumas Gassac

Salut, les amis!
Já falei da safra anterior deste vinho aqui no blog, e devia ter falado que ele merece ser guardado por algum tempo, mas comprei outra garrafa, agora ano 2011, não resisti e já a desarrolhei. Pois que estava preparando um belo cassoulet para o almoço, consultei meu aplicativozinho de adega para ver o que tinha guardado do sul da França para harmonizar e voilà! as lombrigas se atiçaram com ele...
Que belo vinho!
Feito de cabernet sauvignon, merlot e syrah muito bem amadurecidas sob o sol do Languedoc, resulta num vinho muito guloso, com um belo robe rubi muito denso com reflexos púrpura, com lágrimas densas, lentas e que deixam a taça bem colorida. Aroma cativante de frutas vermelhas e negras em compota, cravo, canela e pimenta preta, um pouquinho esfumaçado. Na boca é denso, adocicado mas muito bem equilibrado com a ótima acidez e o álcool redondo, taninos finos, pedindo mesmo uma boa comida. Final prolongado... Nem preciso dizer que foi muito bem com o cassoulet que, não querendo me gabar mas já me gabando, estava também uma delícia!
Quatro estrelas. Vale 102 moedas na Mistral.
Santé! Au revoir!