domingo, 29 de março de 2015

Lagosta com Chassagne-Montrachet Michel Picard no Bistrô 558

Salut les amis!
Estivemos no último domingo no Bistrô 558, restaurante muito simpático de influência francesa no centro de Santo André. Já tinha estado ali antes com a minha esposa almoçando durante a semana, e tinha ficado encantado com o ambiente. Instalado em uma casa antiga que manteve algumas características originais, como o assoalho de tábuas corridas e gradis em ferro fundido, a reforma acrescentou adesivos de fotos de paisagens parisienses nas paredes, além de inúmeros quadros de gravuras daquelas encontradas nos bouquinistes às margens do Sena. O som ambiente mistura clássicos com a voz de cantoras modernas como Zaz e Carla Bruni. Tudo isso resulta em uma ambientação quase perfeita - ao contrário dos bistrôs parisienses, esse tem bastante mais espaço...
Como na França, assim que se senta à mesa o garçom traz uma garrafa de água - cortesia da casa - e o cardápio, composto basicamente de 2 opções de menus, ambos de ótima relação qualidade/preço (entrada, prato principal mais acompanhamento e sobremesa), sendo o segundo menu elaborado com ingredientes mais nobres, portanto um pouco mais caro. A sobremesa é uma mini-pâtisserie (tortinhas de frutas vermelhas ou physalis ou mini-éclair, por exemplo), como também pode ser servida, sob um valor complementar, uma crème brulée que é finalizada com o maçarico à mesa, onde recebe uma generosa calda de chocolate quente sobre a o açúcar caramelizado, além de uma barrinha de chocolate ao leite apontada no creme.
Na primeira vez em que estivemos no bistrô bebemos o vinho da casa servido em taças, no caso o Concha y Toro Reservado cabernet sauvignon e sauvignon blanc, corretamente servidos. Mas como eles cobram uma taxa de rolha bem razoável (R$36,00), resolvi levar para o almoço de domingo um vinho que havia trazido da minha primeira viagem à Bourgogne, um Chassagne-Montrachet 1er Cru "La Maltroie" 2006 da Maison Michel Picard.
De uma bela cor amarela dourada muito límpida e brilhante, o vinho apresenta um primeiro nariz de frutas brancas e nozes, abrindo a seguir uma baunilha discreta, decorrente de élévage em madeira bem dosada, manteiga e mais frutas secas. Com um sutil trufado, o vinho está inebriante, delicioso. Na boca está fresco, seco, mineral e super-equilibrado, com um laivo de mel e amêndoas no final bastante prolongado.
Em relação aos pratos, o vinho harmonizou muito bem tanto com a entrada, uma crèpe de brie e damascos, como também com o prato principal - cauda de lagosta acompanhada de batatas ao béchamel levemente temperadas com ervas. Os pratos privados, como da primeira vez que estivemos no bistrô, estavam excelentes, e já não vemos a hora de voltar e experimentar outras opções!
Santé! Et à bientôt!



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