quinta-feira, 9 de junho de 2016

A. et P. de Villaine Rully "Les Saint Jacques" 2002

Salut les amis!
Volto a escrever sobre um ótimo vinho por aqui: o Rully "Les Saint Jacques", safra 2002, produzido na côte Chalonnaise (ao sul da Côte d'Or, na Borgonha), pelo nosso grande amigo Aubert de Villaine. Ele mesmo - o mito! - co-proprietário do Domaine de la Romanée Conti, talvez a mais reputada propriedade vinícola borgonhesa.
Eis que o casal de Villaine não mora em Vosne-Romanée, sede do DRC, mas sim em Bouzeron - um vilarejo mais ao sul, onde inclusive ele já foi o maire, ou seja, prefeito. Ali ele produz um ótimo aligoté que já tive algumas oportunidades de provar, assim como o Mercurey que ele produz ali perto (saiba sobre este vinho aqui), além desse Rully do qual agora vos escrevo - o outro pinot noir que ele vinifica, o Santenay, ainda não encontrei no Brasil - aliás, são todos meio difíceis de achar. Fica a dica: sempre que encontrarem um rótulo desse tal de Villaine, comprem!
Estes dias tive a vontade de fazer um jantarzinho gostoso (fazia tempo que não ia para a cozinha...), cheguei em  casa e a assistente do lar já tinha colocado um franguinho no forno. Estava com vontade de beber vinho branco, procurei na adega alguma coisa que combinasse e - voilá! - um borgonhazinho branco quase sempre vai bem com frango. Para caprichar, preparei umas batatas bravas com páprica e alecrim, tudo com um molho de mostarda Dijon (para harmonizar "geograficamente", como diria um amigo meu) e um risoto de cogumelos frescos com um pouquinho de roquefort como acompanhamento. Ficou supimpa! rsrs


E o vinho, então... devido aos anos de garrafa, apresentava uma bela cor amarelo-dourada que por si só já é um deleite... denso e glicerinado, as numerosas e densas lágrimas escorriam preguiçosas pela taça. No primeiro nariz, aromas de abacaxi e frutas brancas, com um toque cítrico de maçã verde e mel de laranjeira. Depois foi abrindo um especiado bem interessante - anis, erva-doce, flores brancas... complexo e intrigante. Na boca estava com uma densidade cerosa, amanteigado mas fresco, com as nuances cítricas voltando no final. Harmonizou muito bem com o prato, a escolha do molho de mostarda se mostrou muito acertada, fez um casamento perfeito! 
Esse M. de Villaine tem mesmo mãos de fada para fazer vinho. E, como é impossível beber os vinhos do DRC, vou bebendo estes do domaine particular dele... c'est la vie...
Até a próxima! 
Santé!


2 comentários:

  1. Esta região, e adjacências, sem dúvida, tem muitas surpresas a oferecer.
    Muitas vezes esquecidas em lojas encontram-se pequenos tesouros que passam despercebidos a maioria.
    Como sempre, boas matérias e boas dicas!
    Abraço!

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  2. Obrigado pelo prestígio Nilson!
    Também aprecio muito seus comentários, é justamente por causa desta troca de ideias que continuo escrevendo este blog... Percebeste que eu sou mesmo um grande amante do vinho, e este intercâmbio de informações e impressões sobre este mundo apaixonante é a minha motivação. Continue acompanhando e, sempre que possível, deixe seu comentário!
    Gostei também de sua página no FB, vou passar a te seguir por lá também.
    Um grande abraço!

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